Edílson Capetinha recordou as dificuldades que enfrentou no início de sua carreira no futebol no Espírito Santo. Enquanto jogava pelo Industrial, em Santa Maria de Jetibá, o ex-atacante disse que às vezes entrava escondido na cozinha do clube durante a noite porque não restava comida para os jogadores depois do jantar.

Ele contou a história durante uma entrevista ao podcast Boteco do Chula, apresentado pelo ex-jogador Aloísio Chulapa. Segundo Edílson, o Industrial dependia de contribuições de comerciantes locais, proprietários de mercados, vendedores ambulantes e outros moradores para continuar funcionando. Os jogadores moravam juntos em uma casa pequena, com 10 pessoas dividindo um único quarto.

As refeições eram servidas em horários definidos, mas a fome frequentemente voltava durante a madrugada. Edílson disse que era o menor e mais magro jogador do grupo, o que lhe permitia passar por uma pequena abertura e chegar à cozinha. Ele pegava biscoitos, pão e outros alimentos, embora o desaparecimento dos itens fosse percebido no dia seguinte.

A situação ficou tensa quando o cozinheiro, conhecido como Irmão, percebeu que alguém estava pegando comida. Edílson disse que o cozinheiro acabou pegando um facão e anunciou que dormiria na cozinha para pegar a pessoa que acreditava estar roubando.

O ex-atacante recordou que ficou aliviado por ter sido avisado, pois, caso contrário, teria entrado na cozinha naquela noite. Ele descreveu o episódio com humor durante a entrevista ao podcast.

O Industrial marcou o início da carreira profissional de Edílson. Mais tarde, ele jogou pelo Tanabi e pelo Guarani antes de se transferir para o Palmeiras, em 1993. Também ganhou destaque no Corinthians, no Flamengo e em outros clubes, além de ter feito parte da seleção brasileira que conquistou a Copa do Mundo de 2002, no Japão e na Coreia do Sul.

Fontes: Globo Esporte.