O Atlético-MG não conseguiu responder a um momento delicado e perdeu por 2 a 0 para o Grêmio no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, em Porto Alegre. O resultado ampliou a pior série de derrotas do clube no ano e o deixou precisando de uma virada no jogo de volta, na Arena MRV.

O técnico Eduardo Domínguez surpreendeu ao usar Léo Duarte pelo lado direito e formar dupla de Vitor Hugo com Lyanco em uma linha defensiva mais pesada que deveria, em teoria, lidar melhor com o jogo aéreo. O ataque foi como esperado, com Victor Hugo centralizado.

O primeiro tempo do Atlético não pôde ser avaliado como positivo por causa do gol do Grêmio, um revés significativo em uma semifinal. Com a bola, a equipe encontrou dinâmica com Castaño, Bernard e Lodi atacando o corredor esquerdo, criando chances tanto em jogadas abertas quanto em bolas paradas. O problema foi o gol sofrido: Weverton lançou uma bola longa, Lyanco errou o tempo do combate e desorganizou o sistema defensivo, Léo Duarte não conseguiu cobrir, e Carlos Vinicius abriu o placar.

Mesmo após o gol, o Atlético permaneceu organizado e teve boa presença ofensiva, embora sem finalização suficiente dentro da área. Seus maiores problemas estavam na defesa, com Lyanco cometendo erros e Léo Duarte não trazendo benefícios. Domínguez tentou corrigir os problemas no intervalo, sacando Lyanco e Victor Hugo, que teve um problema físico, e colocando Igor Gomes e Minda. Alan Franco passou para a lateral e Léo Duarte jogou normalmente na defesa central.

Não houve tempo para avaliar as mudanças. Em um minuto, o Grêmio ampliou a vantagem: João Pedro combinou facilmente pela direita e encontrou Noriega livre na área. O segundo gol permitiu ao Grêmio recuar e atacar com poucos passes, explorando a capacidade de Enamorado no um contra um e a força física de Carlos Vinícius para segurar a primeira bola.

O Atlético teve 67% de posse de bola, boa parte no segundo tempo, e acumulou bolas na área, chutes e escanteios, mas muitas vezes por tentativa e erro contra um Grêmio que defendeu bem durante boa parte do segundo tempo. O volume produziu chances ocasionais: Minda na área, um chute de Lodi defendido por Weverton e uma finalização de Vitor Hugo que acertou a trave no fim. A falta de um centroavante para aproveitar esses ataques era evidente. O relatório registrou 67% de posse de bola, 21 chutes a três e 14 escanteios em uma derrota merecida por 2 a 0.

Só uma virada no próximo fim de semana pode mudar o ambiente do clube neste momento da temporada. A análise disse que a Arena MRV dá aos torcedores motivos para acreditar em uma virada, citando Santos, RB Bragantino e Cruzeiro, mas destacou que o Atlético precisa ir além da mística e encontrar a resposta em campo.

Fontes: Globo Esporte.